22 de maio de 2009

TODA A VERDADE
SOBRE A PÁSCOA

Por Mário L. Pereira Dalmao


Mudou Jesus a data da Páscoa? Celebravam a qualquer dia e hora os Apóstolos a Páscoa, transformada agora em "Santa Ceia"? E a Igreja guardava os Pães Asmos? Se Jesus aboliu tudo então, Ele estava em contra de tudo o que ensinou a Moisés e não teriam necessidade de mentirosos para acusarem a Estevão. A própria morte deste diácono nos mostra que NÃO PUDERAM PROVAR ABSOLUTAMENTE NADA EM CONTRA DA LEI DE DEUS! Mas, nenhuma Igreja a guarda, embora que a obediência foi o único motivo da perseguição.
Eis aqui a surpreendente revelação do que praticava e obedecia a Igrejaprimitiva!

Capítulo 5

Os verdadeiros cristãos guardavam a Páscoa

Os teólogos têm induzido aos crentes a crerem que tudo foi abolido depois da cruz e que nada devemos obedecer e que cada um tem a liberdade de interpretar como bem entender.
Pela leitura dos Evangelhos vemos que Jesus guardou estritamente cada Festa Santa e que nelas aparecia 3 vezes ao ano em Jerusalém. Vejamos então se a Igreja guardou esses dias.
“E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;...” (Atos 2:1).
O derramamento do Espírito Santo se deu no mesmo dia do Pentecostes, tal como havia sido ensinado a Moisés. Cinqüenta dias depois do Sábado semanal da Páscoa. Enquanto no Templo se apresentavam os pães elaborados com a primeira farinha do ano, Jesus muda a maneira de celebrá-lo, derramando fogo (Poder), sobre à sua Igreja.
“Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu” (Atos 6:11-14).
Se os Apóstolos guardavam o Domingo, se trabalhavam nos sábados, se comiam comidas imundas, se não guardavam nenhuma Festa instituída na Lei, não teriam tido necessidade de SUBORNAR homens para mentir, dizendo que os cristãos ensinavam a não obedecer nada do que tinha sido ordenado
“E POR aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar. E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos” (Atos 12:1-3).
Para quem está escrevendo Lucas? Para um grego chamado Teófilo. E ele não diz quando eram os dias dos asmos. Por que? Porque ele sabia que eram os sete dias depois da Páscoa que começava no dia 14 do primeiro mês. E isto aconteceu entre os dias 15 ao 21.
“E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se;...” (Atos 13:14).
Em que dia pregava Paulo? No Sábado. Está registrado 47 vezes na Bíblia, que Paulo pregava somente no dia de Sábado.
“E, depois dos dias dos pães ázimos, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias” (Atos 20:5).
Paulo não viajou nesses dias, mas passou a Páscoa e os sete dias com a congregação, continuando a viagem no Domingo pela manhã.
“Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes” (Vs. 16).
Se não se celebrava mais, então, para que tanta pressa?
“E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei” (Atos 21:20).
“E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,...” (Atos 22:12).
Este Ananias foi o discípulo enviado por Jesus para anunciar o Evangelho a Paulo. Se ele não cumpria nenhum ponto da lei porque era “cristão”, não podia ter bom testemunho dos judeus!
“Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas” (Atos 24:14).
Paulo acreditava na lei e nos profetas, a diferença dos crentes modernos que não acreditam, nem querem acreditar.
Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César” (Atos 25:8).
Apesar do terrível e grandioso desejo de matar a Paulo, não conseguiram provar que ele tivesse transgredido um único mandamento do que estava escrito. Se eles (os Apóstolos) tivessem abolido um único ponto da lei, ou estivessem guardando alguma Festa fora dos padrões divinos, teriam usado esta acusação contra eles.
“E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava” (Atos 27:9).
Poderia você dizer (se nunca o guardou) quando é o Dia do Jejum? Três dias depois de terminada a festa das Trombetas, ou seja, no décimo dia da lua nova de setembro!
“E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde” (Atos 28:23).
“Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (I Cor. 5:6-8).
Se Paulo escrevesse esta carta para uma das nossas igrejas atuais, ninguém entenderia. Pergunte para algum membro a ver se entende o que significa “fazer a festa, com asmos de sinceridade”. O mais provável é que lhe digam que está maluco e que isso era para judeus, mas Paulo estava escrevendo para os gentios de Corinto. Eles bem que sabiam, porque guardavam a Páscoa e a festa dos Asmos, corretamente.
Vejamos o que diz Eusébio, o historiador dos primeiros 300 anos da Igreja e que viveu no século IV:
“Uma questão de não pouca importância surgiu nesse então. Posto que as paróquias de toda Ásia, seguindo uma tradição mais antiga, consideravam que esse dia décimoquarto da lua do mês primeiro, dia em que aos judeus se lhes havia ordenado sacrificar o cordeiro, devia ser observado como o festival da Páscoa do Salvador... os bispos da Ásia, dirigidos por Polícrates, decidiram reter o antigo costume que se lhes havia entregado. O mesmo, numa carta que dirigiu a Vítor e à Igreja de Roma, descreveu nas seguintes palavras a tradição que havia recebido:
“Observamos o dia exato, sem acrescentar nem omitir nada. Pois, na Ásia grandes personagens também tem ficado dormidos, os quais serão levantados novamente no dia da vinda do Senhor, quando virá com glória do céu e escolherá a todos os santos. Entre eles se encontra Felipe, um dos 12 apóstolos... e, ademais, João, quem foi tanto testemunha como mestre, quem se reclinou ao lado do Senhor... e Policarpo, em Esmirna, quem foi bispo e mártir; e Traseas, bispo e mártir de Eumenia... o bispo e mártir Sagaris... o bem-aventurado Papiro, o Melito... Todos eles observaram o décimoquarto dia da Páscoa conforme ao evangelho, não desviando-se em nada senão seguindo a regra da fé”
(História Eclesiástica, Livro V, capítulos XXIII e XXIV).
O contínuo crescimento em tamanho e poder político, a falsa igreja pagã, no século quarto colocou em prática vários decretos que impunham a pena de morte aos cristãos que guardassem o Sábado semanal ou as Festas de Deus. Muitos cristãos fugiram. Os que ficaram tiveram que pagar com suas vidas em martírio, mas Jesus vingará suas mortes:

“Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Apoc. 2:13).
“E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” (6:9).
“E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (Apoc. 13:15).
“E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração” (17:6).
“E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra” (18:24).

Desde Abel até hoje, a história da verdadeira Igreja e dos verdadeiros adoradores foi a mesma – perseguição e morte. Ao longo de todos os séculos, embora perseguidos, esparsos e desprezados pelo mundo. Os verdadeiros cristãos sempre constituíram o remanescente vivo e ativo da verdadeira Igreja de Deus, a Igreja composta dos que têm o Espírito Santo.

Que foi o que Deus ordenou?

Não estamos em contra a Santa Ceia, senão que há um erro enquanto à maneira de ser tomada, no dia, hora e como, e se foi instituída pelo Senhor Jesus e está na Bíblia, não pode haver confusão nem livres interpretações.
A Comunhão, chamada freqüentemente Ceia do Senhor, é na realidade a Páscoa e assim deveria chamar-se. Referindo-se tanto à Páscoa, como a todas as demais práticas, Judas escreveu:
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Vs.3).
Conhecendo já a origem pagão da Páscoa Florida, eliminemos então, a mentira que oculta a verdade sobre a Páscoa, instituída por Deus, e que é a comemoração da morte de Cristo e não sobre à sua ressurreição.
Observemos a maneira em que Jesus observou esta cerimônia, porque não podemos equivocar-nos e faze-la diferente. Em Lucas 22:14-19 aparece um dado interessante:

“E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus. E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”.

“E, chegada a hora,...”
Que hora? Jesus ordenou aos seus discípulos prepararem a Páscoa e eles acharam um cenáculo preparado, tal como Ele tinha indicado. E eles foram para lá, nas últimas horas da tarde do dia 13, mas, não se assentaram na mesa, porque ainda era CEDO! De acordo com as instruções de Êxodo 12, o cordeiro só podia começar a ser comido, instantes antes da primeira estrela aparecer. Olhando continuamente para fora, esperou o momento chegar e então, assentaram-se à mesa.
Jesus guardou mês, dia e hora, exatamente!
Depois que comeram como tradicionalmente se havia feito desde o princípio, Jesus tomou o cálice e cada um bebeu um gole como símbolo do seu sangue que seria derramado. Enquanto eles faziam isso partiu o pão e pediu para que cada um comesse um pedaço, representando seu corpo que seria imolado no lugar do cordeiro.

E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados” (Mat. 26:28).
“Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (Instruções de Paulo aos Coríntios – I Cor. 11:23-26).

“... fazei isto em memória de mim...” Note que Jesus ordenou que se fizesse isso. Por quê? “em memória de mim”. Um memorial é uma recordação anual. Nessa trágica noite, Jesus mudou a maneira de ser observada a tradicional Páscoa com um cordeiro. Se Ele não a mudasse, então sua morte não teria sentido e o cordeiro continuaria como de mais valor e melhor sacrifício. Não teria sentido a vinda de Jesus ao mundo.
Mateus relata que “quando comiam”, dando a entender que a nova Páscoa foi instituída durante a observância mesma dela e não independente de dia mês, dia e hora. Não anula a anterior, nem determina novo tempo.
A Páscoa sempre se havia observado no entardecer, um mínimo instante antes de sair a primeira estrela “entre as duas tardes” (Êx. 12). Nesse preciso momento todo Israel se assentava a comer. Jesus não fez diferente, esperou o momento chegar, o que significa que a Páscoa neotestamentaria deve acontecer na mesma hora, e não se indicou nenhuma mudança no horário.
O que mudou foi a introdução dos novos símbolos – o pão (sem fermento, porque assim deveria ser o pão que acompanhava o cordeiro) e o vinho, que também formava parte da mesa. Esses dois símbolos estiveram sempre ali.
Jesus lhes ensina que não mais será necessário sacrificar um cordeiro, porque Ele é o verdadeiro Cordeiro anunciado desde o Paraíso e da noite que passou o anjo da morte no Egito.

“E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (Êx. 12:14).
“Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano” (Êx. 13:10).

Se o dia e hora foram estabelecidos como um memorial anual a estatuto perpétuo, a nova Páscoa não pode invalidar a anterior, a não ser pelo modo de ser celebrada. Observe que não foi o cordeiro (ovino), que foi instaurado por estatuto perpétuo, senão “este dia vós será por memória... a estatuto perpétuo”!
Jesus não podia invalidar a lei nem criar uma nova como normalmente se acredita. Porque ele não veio para ab-rogar, senão para cumprir. Também se acredita que Jesus instituiu o batismo nas águas e no fogo, mas Israel já havia participado disto, quando passou pelo mar Vermelho e o Jordão, e na nuvem e o fogo que os acompanhou no deserto. A diferença é que agora é individual em vez de coletivo.
Normalmente o pão que se serve nas tradicionais Santas Ceias evangélicas é comum, fermentado, enquanto que o pão que Jesus comeu e usou como símbolo do seu corpo, era asmo, ou seja, sem fermento.
Celebrar a Santa Ceia com pão fermentado, significa que o corpo de Cristo estava em pecado, porque o fermento é o símbolo do pecado, e que Jesus não o tinha tirado. Isto é um absurdo! Qual é a desculpa que dão para isto? Que lá em Coríntios 11 nada diz sobre como tem que ser o pão – se fermentado ou não. E como não diz nada, comamos com pão fermentado! Mas basta você olhar a maneira tradicional de celebrar, para que isto se torne uma grande aberrração.
E o vinho é trocado por suco de uva, mas o vinho da ceia de Jesus era fermentado. A palavra usada aqui é “oinos”, e se na Grécia pedir um copo de oinos, lhe trarão um copo de vinho comum. Por causa disso, os discípulos estavam sonolentos e não podiam vigiar. O vinho fermentado, aqui representa o Espírito Santo, que alegra o espírito.

O rito da humildade

Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas descrevem a maneira de celebrar a Santa Ceia, mas João, nos narra um fato diferente que também aconteceu naquela noite:
“Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim. Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.
Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”
(João 13:4-15).

Todos unanimemente declaram que isto não forma parte da Santa Ceia e que era uma tradição da época. Que era um costume lavar os pés dos visitantes. Mas, se era uma tradição, um costume da época, por que então, Jesus o instituiu? A Bíblia em nenhum momento ensina a perpetuar usos ou costumes. O que ela ensina são princípios eternos para que tenhamos uma vida feliz, e esses princípios são imutáveis. Os usos e costumes são modas passageiras.
Esta cerimônia foi guardada pela Igreja primitiva? Ensinou Paulo a fazer isto aos gentios?
Paulo instruiu ao jovem Timóteo para que assim fizesse nas Igrejas gentias:
“Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra” (I Timóteo 5:10).
“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”.

Observada anualmente pela Igreja primitiva

Jesus Cristo e o Apóstolo João observavam a Páscoa. Também a observavam alguns cristãos na Escócia ainda no século 7 da nossa era.
Estes dados provém do notável teólogo e historiados da Igreja Católica, Beda. Sua “História Eclesiástica da nação inglesa”, surpreenderia a muitos que tem suposto que Cristo e os primeiros Apóstolos observavam a Páscoa Florida. Beda escreve o seguinte:
“João, seguindo os costumes da Lei, solia iniciar o festival da Páscoa na tarde, ao anoitecer do dia décimoquarto do primeiro mês, seja que ocorresse no Sábado ou em qualquer outro dia” (III, 25).
“O Apóstolo João “o discípulo a quem amava Jesus” e autor de cinco livros do Novo Testamento, observava a Páscoa no dia décimoquarto do primeiro mês, tal como Deus o ordenou nos tempos de Moisés. Essa é a clara declaração deste teólogo do século oitavo!
Mas, de onde procedeu este costume de João? Pois, do exemplo de Jesus mesmo! Nosso Senhor, o Autor e por meio do qual o recebemos, não participou da antiga Páscoa, nem instituiu o Sacramento neotestamentário que haveria de ser observada pela Igreja em comemoração da Sua Paixão, em... nenhum outro dia, senão no décimoquarto”
(III, 25).
Por conseguinte, Beda reitera o que a mesma Bíblia nos diz claramente: que Cristo participou da Páscoa do Antigo Testamento e depois substituiu os símbolos neotestamentários do pão e vinho no dia décimoquarto do primeiro mês.
Durante séculos, a observância da Páscoa neotestamentária, seguindo o exemplo de Cristo e de João, perdurou entre grupos isolados. Beda nos conta que na Escócia, alguns fiéis ainda a observavam – no século sétimo! (II, 19).
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (I Cor. 5:7-8).
Estas simples palavras de Paulo nos mostra que a Igreja de Deus em Corinto, sabia o que significava fazer a festa sem pão fermentado.
“... façamos a festa...”, só podia ser entendido no contexto da Páscoa, na sua data correta, porque os que tomam Santa Ceia, semanal ou mensalmente, jamais consideraram isso como uma festa, e muito menos como formando parte do conjunto das Festas Santas de Deus.
Como todo mundo sabe, as comemorações são celebradas anualmente, uma vez ao ano, no aniversário dos acontecimentos comemorados. Portanto, observamos anualmente a comemoração da morte de Cristo, e cada ano ao guardar a Festa (a Páscoa) anunciamos a morte do Senhor até que venha.
Todo o último dia da sua vida aconteceu dentro do dia 14 de nisán, morreu às 3 da tarde e foi enterrado nos últimos momentos do dia, antes do anoitecer,
Outro detalhe interessante de destacar é:
“Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR” (I Cor. 11:27-29).

Quem são os que devem participar da Santa Ceia? No livro de Êxodo alerta para que somente os israelitas circuncidados podiam tomar parte dela, e se um estrangeiro queria participar dela, tinha que circuncidar-se. Mas tampouco podiam participar dela os “assalariados”! Será que isto é também para hoje?
Entre os gentios convertidos, haviam ricos, pobres, servos e escravos. E todos estes haviam passado pelo novo nascimento; assim que, podiam participar da Páscoa, não importando a classe social, porque não existe uma ordem para que os servos e escravos sejam autônomos para poder participar. Pelo contrário. Cada um devia permanecer tal como havia sido chamado.
O problema aqui não é quem deve participar, senão como. NÃO EM PECADO.
Antes da Páscoa, devemos fazer uma profunda análise da nossa vida espiritual e ver o que vencemos e no que não vencemos. No que temos melhorado e o quanto ainda devemos melhorar. Nos pecados novos que temos descoberto, nas falhas, nos acertos. Se estamos em paz com os irmãos, se não estamos reconciliados. Se não gosto de algum irmão. Se fazemos distinções, tratamentos diferenciados, discriminações, etc.
E pedir perdão por tudo e encher-se de Espírito Santo. Não fazer isto, é tomar a Ceia indignamente.
“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mat. 28:18-20).


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TODA A VERDADE
SOBRE A PÁSCOA

Por Mário L. Pereira Dalmao
Você sabia que a religião dos romanos (pagãos), celebrava todos os domingos uma "santa ceia" com pão e vinho? A verdadeira Igreja guardava fielmente a Páscoa no dia 14 de Abib ou Nisã, tal como vinha sendo observada desde o primeiro dia ensinado a Moisés. Porém, há algumas coisas que não se encaixam. Sabia que Cristo morreu um dia antes da Páscoa? Se foi assim, Ele não pode ser o Cordeiro Pascoal, tampouco permaneceu 3 dias e 3 noites no sepulcro.Os judeus atualmente não guardam o dia 14 e sim o 15. Como é que esta data foi mudada? Houve um momento em que a "Santa Ceia" começou a ser servida nos dias sábados e depois em cada domingo. Quem fez estas mudanças, quando e como?
Capítulo 4
A verdadeira Igreja

Jesus disse que sua Igreja levaria o nome do Pai; e assim foi conhecida tal como está registrado na Bíblia: “IGREJA DE DEUS”. Este nome se repete 12 vezes no Novo Testamento.
Se os inventores nunca se sujeitaram a Deus não podem pertencer à verdadeira Igreja e nem o nome dela conhecer. Por isso cada uma tem qualquer nome. Dias atrás soube que existe uma que se chama “CUSPE DE JESUS”!!! Acredite!
Apostatou a verdadeira Igreja de Deus, cujo Guia e Cabeça ativa é Jesus Cristo? Foi absorvida pelo sistema religioso antes mencionado?
Não! As portas do Inferno jamais prevaleceram sobre ela, nunca poderá faze-lo e jamais sucumbirá. Nunca deixou de existir!
Ela é representada na profecia como uma “manada pequena”.
“Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lucas 12:32).
No Novo Testamento é descrita como uma Igreja continuamente perseguida, desprezada pelas grandes e populares igrejas, porque ela não é deste mundo nem toma parte no sistema político do mesmo. Tem-se conservado sem mancha no meio de um mundo mau e perverso. Sempre obedeceu os mandamentos de Deus e guardado a fé de Jesus (Apoc. 12:17). Tem observado corretamente todos os tempos (calendário e festas Santas).
Nunca foi grande nem popular, nem estabeleceu sua Sede Central em Roma e existe desde o seu dia de fundação (Pentecostes), até o dia de hoje.
Então; para onde foi? Onde esteve durante toda a Idade Média? Onde se encontra na atualidade? Como nunca chegou a ser grande nem politicamente poderosa, tampouco chegou a converter-se numa organização eclesiástica bem conhecida. É um organismo espiritual e não uma organização política.
Está composta por pessoas cujas vidas e corações têm sido mudados pelo Espírito de Deus, mesmo que seus membros estejam juntos ou espalhados. A verdadeira Igreja, por causa da sua constante perseguição teve poucos momentos de união e organização.
“E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo, e quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas” (Daniel 12:7).

“Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse. Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas; portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto. Porque assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu, eu mesmo, procurarei pelas minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e livrá-las-ei de todos os lugares por onde andam espalhadas, no dia nublado e de escuridão. E tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos países, e as trarei à sua própria terra, e as apascentarei nos montes de Israel, junto aos rios, e em todas as habitações da terra. Em bons pastos as apascentarei, e nos altos montes de Israel será o seu aprisco; ali se deitarão num bom redil, e pastarão em pastos gordos nos montes de Israel. Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor DEUS. (Ez. 34:5-15).
“AI dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR” (Jeremias 23:1-2).
“Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão” (Mat. 26:31)
Pouco tempo depois a Igreja começou a ser perseguida e martirizada e todos foram dispersos:
“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a Igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaria, exceto os Apóstolos. E uns varões piedosos foram enterrar Estevão, e fizeram sobre ele grande pranto. E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão. Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra” (Atos 8:3-4).

O que os historiadores ignoram

As histórias seculares deste mundo contém muito pouco sobre este verdadeiro corpo de Cristo. Ninguém comenta nada sobre a verdadeira Igreja e o que eles faziam ou pensavam. Quando se referem a ela a consideram “herege”, odiada, perseguida e sempre fugindo para salvar-se. Porém, a história nos mostra que este grupo perseguido a morte, por 1260 anos , conseguiu sobreviver e continua existindo até o presente!
A profecia de Apocalipse 12 se refere especificamente a esta Igreja, descrita como uma mulher grávida prestes a dar a luz e quando nasce o filho (todos os que passaram pelo verdadeiro novo nascimento), Satanás quer matá-lo, mas a mulher foge para o deserto onde permanece por 1260 anos, ao longo de toda a Idade Média.
Ainda nos tempos de Paulo, muitos dos que se congregavam em Jerusalém, Antioquía, Éfeso, Corinto e outros lugares, empeçaram a apostatar e houve divisões. Esses indivíduos, tanto os que nunca se haviam convertido, como quem rejeitavam a verdade e o caminho de vida cristão, não formavam parte da verdadeira Igreja, mas se congregavam com os que sim o eram. (Leia todo o capítulo 2 de II Pedro).

“Porque já o mistério da injustiça opera;...” (Ef. 2:7).

E a apostasia continuou aumentando e para o ano 160 aparecem claramente duas igrejas completamente opostas: a verdadeira e a falsa. A falsa não tinha nada daquilo que havia sido ensinado por Jesus e os Apóstolos e sim era a mesma religião romana, agora com o nome de cristã.
Satanás tem enganado tão bem aos historiadores e aos teólogos que você não sabe nada ao respeito de como era a religião pagã do Império Romano. Jamais você tem ouvido isto em alguma Igreja, curso teológico ou numa escola bíblica. Por quê? Porque se conhecessem, perceberiam que são tão pagãos quanto os romanos. Ninguém ouviu falar sequer do nome dessa religião, mas vamos revelá-lo: MITRAISMO – A RELIGIÃO DO DEUS MITRA OU DEUS SOL!
Esta religião era a praticada pelos persas e era exatamente como hoje é a Igreja Católica. Todo o Império Romano descansava no dia Domingo – o honorável dia do Sol e que tinha sua festa máxima no dia 25 de dezembro, dia do nascimento do Sol. A celebração começava quando se ouvia o canto do galo, tal como hoje continua na “missa do galo” no Vaticano.
E tinha o culto uma santa ceia! Nela, se repartia pão e vinho.
Com o Imperador Constantino, a igreja apóstata passa para suas mãos e introduz totalmente o mitraismo denominando-o de “cristianismo” e o dia 25 de dezembro passa a ser o dia do nascimento de Jesus e todos os cristãos deveriam guardar o Domingo, porque esse era o dia do repouso semanal romano.
A cada dia se tornava mais difícil a permanência em Roma e não houve outra saída, senão sair da jurisdição dela. A igreja que chega à cúspide do poder foi a falsa, não a verdadeira. Ela é a igreja de Apocalipse 17.

Como foi introduzida a Páscoa de Ressurreição
dentro da Igreja?

Nada esclarece mais este fato que o relato histórico de como foi introduzida a Páscoa de ressurreição dentro da Igreja Ocidental. Eis aqui uma breve história ao respeito, tomada da Enciclopédia Britânica (edição undécima Vol. VIII, páginas 828-829):
“Não existe nenhuma indicação da observância do festival da Páscoa de Ressurreição no Novo Testamento, nem nos escritos dos pais apostólicos... Os primeiros cristãos [os da verdadeira Igreja e original] continuaram observando os festivais judeus [é dizer, os de Deus], embora num novo espírito, como uma comemoração dos acontecimentos que esses festivais havias prefigurado. Assim é que a Páscoa, com o novo conceito de Cristo como o verdadeiro Cordeiro Pascoal e a primícia dentre os mortos, continuou observando-se”.
“Embora a observância da Páscoa Florida era algo que se praticava na Igreja cristã desde fazia muito tempo, um sério desacordo pronto surgiu entre os cristãos de descendência judaica e os de descendência gentil, com respeito ao dia em que deviam observa-la, o qual conduziu a uma longa e amarga controvérsia. Com os cristãos judeus... o jejum terminava... no dia 14 da lua [do mês] ao anoitecer... sem tomar em conta o dia da semana. Em cambio, os cristãos gentios [é dizer, os começos da Igreja Romana] associaram o primeiro dia da semana com a ressurreição, e guardavam a Sexta feira que o precedia [ao Domingo de Ressurreição] como comemorativo da crucificação, sem importar a data em que ocorria”.

“Falando em forma geral, as igrejas ocidentais cumpriam a Páscoa de Ressurreição no primeiro dia da semana, enquanto que as igrejas orientais [compostas principalmente pelos que seguiram sendo parte da verdadeira Igreja cristã] seguiram a prática dos judeus [é dizer, continuaram observando a Páscoa bíblica que ocorria o dia 14 do primeiro mês do calendário sagrado em vez da Páscoa Florida]”.

“Policarpo, o discípulo de João o Evangelista e bispo de Esmirna, visitou Roma em 159 d.C para conferenciar com Aniceto, bispo dessa sede, sobre essa questão, e insistiu na observância da tradição que havia recebido dos apóstolos de cumprir o dia 14”.

“Porém, Aniceto negou-se a provar esse dia. A questão foi tratada uns 40 anos mais tarde (197) de um modo muito diferente entre Vítor e Polícrates, metropolitano da Ásia proconsular [o território das Igrejas de Éfeso, Galácia, Antioquia, Filadélfia e todas as demais mencionadas nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, as Igrejas estabelecidas pelo Apóstolo Paulo]. Dita província era o único lugar onde a cristandade ainda se aferrava ao costume judaico. Vítor exigiu que todos aceitaram o costume prevalecente em Roma. Polícrates recusou-se resolvidamente a concordar com esse conceito, dando muitas razões importantes para opor-se a isso, pelo qual Vítor excomungou a Polícrates e aos cristãos que continuaram no costume oriental [noutras palavras, que continuaram no caminho de Deus, seguindo os exemplos de Jesus, Pedro, Paulo e dos demais membros da verdadeira Igreja de Deus]. Porém, os outros bispos lhe impediram tomar os passos necessários para pôr em vigência o edito de excomunhão... e as igrejas asiáticas continuaram praticando tranqüilamente o que criam. Depois disto, vemos o costume judaico [a verdadeira Páscoa cristã] reafirmando-se, mas nunca mais prevaleceu significativamente.”

“A necessidade de resolver definitivamente esta disputa foi uma entre várias razões que conduziram a Constantino a convocar o Concílio de Nicéia no ano 325. Nesse tempo, os crentes da Síria e de Antioquia eram os únicos que permaneciam na observância do dia 14. A decisão do Concílio foi unânime em que a Páscoa Florida seria observada... no mesmo Domingo por todo o mundo e que “desde esse momento em diante ninguém devia seguir a cegueira dos judeus” [Aí está expressado muito claramente que a Igreja Romana decretou que ninguém devia obedecer as doutrinas de Cristo, as da verdadeira Igreja cristã!].

“... Os poucos que depois se separaram da unidade da Igreja [a Igreja Romana] e continuaram observando o dia 14 foram chamados “cuarto-decimani”, e a disputa em si é conhecida como a “controvérsia ou questão décimoquarta”.

Depois da discussão entre Policarpo e Aniceto, o velho Apóstolo voltou para Esmirna, mas o Imperador atiçado por Aniceto manda-o prender, trazido a Roma e queimado publicamente.
Podemos ver por onde e como a igreja que foi organizada politicamente em Roma, chegou a ser grande e poderosa. Isto o logrou porque adotou costumes pagãos populares e extinguir gradualmente os ensinos, doutrinas e práticas autênticas de Cristo e da Igreja verdadeira... ao menos no que se refere à sua observância coletiva por parte dos cristãos.

Mudanças no Calendário

Se o Calendário foi estabelecido por Deus, Satanás não vai permitir que ele seja obedecido, e influiu na mente das pessoas para que fabriquem seus próprios calendários e tenham suas próprias festividades.
Desde o Sinai o calendário foi levado por uma mesma família.
"E dos filhos de Issacar, duzentos de seus chefes, destros na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos seguiam suas ordens” (I Cron. 12:32).
Duzentos anos antes de Cristo houve uma mudança no cômputo dos tempos, porque uma outra família foi nomeada para esta finalidade.
Esta família suprime a celebração do dia 14 e ajunta Páscoa com o primeiro dia dos Pães Asmos e a festa em vez de ir do dia 14 até o 21, vai do 15 ao 21. É por isso que Jesus celebrou a Páscoa um dia antes que os judeus, porque eles seguiam a tradição e não a Escritura. Jesus agonizou no momento em que eles se preparavam para iniciar a Festa.
Note que houve pressa para tirar o corpo para que não ficasse exposto até depois do outro dia. Jesus morreu no dia certo, dentro das 24 horas da Páscoa. Se tivesse morrido um dia antes sua morte não teria tido valor algum.
Vejamos outro estudo:
“Se efetuou um câmbio no calendário durante a metade do século segundo da nossa era, depois do qual novas idéias começaram a introduzir-se entre os que professavam ser cristãos. Os verdadeiros cristãos que fugiram de Jerusalém “continuaram usando o ciclo judaico [é dizer, o modo de calcular a Páscoa segundo o calendário sagrado] até que os bispos de Jerusalém que eram da circuncisão foram sucedidos por outros que não o eram [gentios inconversos]... estes começaram a inventar outros ciclos” (Antiquities of the Christian Church, Antigüidades da Igreja Cristã, por Bingham, pág. 1152).
Este mesmo autor continua: “Vemos que durante este tempo {a meados do século segundo depois de Cristo] o cálculo judaico [determinado pelo calendário que os judeus haviam conservado fielmente], foi geralmente rejeitado pela... Igreja, porém, não se pode chegar a um acordo sobre qual sistema devia substitui-lo...”
É assim como a Páscoa – chamada também Ceia do Senhor ou Eucaristia – foi rejeitada pouco a pouco.

A ceia do Senhor observada cada Sábado

Lembremos que até este ponto, as congregações de Deus sabiam universalmente que Jesus ressuscitou depois de três dias: no Sábado, pouco antes do pôr do Sol.
Ao ser rejeitado o calendário sagrado de Deus por tantos que professavam ser cristãos, muitos agora começaram a fazer o que a eles lhes parecia correto.
Não só começaram a calcular mal a data anual da Páscoa, senão que, embora pareça inacreditável, no Oriente – começaram a observar a Páscoa cada Sábado! Eis aqui a prova:
Por mais de 200 anos, este costume foi praticado universalmente pelas igrejas orientais. O historiador Sócrates (não confundir com o filósofo Sócrates que viveu no século V antes de Cristo), escreveu na sua História Eclesiástica, livro V cap. 22: “Enquanto que alguns na Ásia Menor observavam o dia antes mencionado [quer dizer que alguns continuaram observando a Páscoa o 14 de nisán, tal como o fizeram os Apóstolos], outros no Oriente celebravam este festival os sábados...”
Tão universal era o costume de observar a Ceia do Senhor os sábados, que Sócrates comentou: “pois, embora quase todas as igrejas por todo o mundo celebram os mistérios sagrados semanalmente, cada Sábado, os cristãos de Alexandria e Roma, devido a uma antiga tradição, tem cessado de faze-lo”.

Isto é tão importante, que vamos fazer uma recapitulação e o cronograma dos fatos:
1º) – A Páscoa é determinada por Deus para ser realizada no dia 14 de abibe ou nisán (1o mês).
2º) – 200 anos antes de Cristo, foi mudada a maneira tradicional e eliminado o dia 14 e celebrando-se uma Páscoa junto com os Pães Asmos desde o dia 15 ao 21.
3º) – Existia uma Santa Ceia celebrada em cada culto do mitraismo, religião oficial pagã do Império Romano.
4º) – Enquanto a verdadeiras Igrejas de Deus celebravam a Páscoa na forma tradicional como foi ensinado no Livro de Êxodo, praticando tal como foi ensinado por Jesus, com pão e vinho, no dia 14 e uma Semana de Pães Asmos; as demais igrejas da Ásia e Europa, começaram a celebrar a Páscoa em cada culto do dia Sábado, separando Páscoa e Pães Asmos de Santa Ceia. Mesmo apostatando e desvirtuando esta celebração, estas igrejas bem sabiam que Jesus tinha ressuscitado num Sábado e por isso, esta Páscoa de Ressurreição, acontecia neste dia.
5º) – Este modo de celebração tornou-se tradicional por longos anos, sempre comemorando-se a Ressurreição de Cristo neste dia. Porém, como a Páscoa Florida celebra a ressurreição do Sol num Domingo; o próximo passo foi, como fazer para que esta celebração passe para esse dia.
6º) – O calendário de Deus deixou de ser considerado e foi adotado universalmente o calendário romano, para que se percam todas as referências às Festas Santas de Deus.

É evidente que se separamos a Santa Ceia do resto da Páscoa com a celebração dos Paes Asmos e na data certa; tudo isto perde completamente o sentido.
As Festas Santas de Deus visam mostrar a cada ano, como Deus está levando a cabo o propósito da Salvação que culminará com a vinda do Reino de Deus e do próprio Pai a morar com os homens.
Brevemente nos referiremos a elas para que veja o cronograma divino e sua inalterável seqüência:
1º) – Páscoa. O dia em que o Cordeiro foi imolado por nossos pecados. Separação do povo de Deus do mundo.
2º) – Pães Asmos – Durante 7 dias não comer pão fermentado simbolizando uma vida sem pecado.
3º) – Pentecostes – Batismo no Espírito Santo (novo nascimento).
4º)- Festa das Trombetas – Tempo em que o Senhor derramará suas pragas sobre um mundo impenitente. Tempo de guerra entre Deus e todos os exércitos celestiais e humanos.
5º) – Jejum – O dia que celebra a vinda do Senhor Jesus, a ressurreição e o revestimento de imortalidade.
6º) – Festa dos Tabernáculos – A instalação do Reino de Deus – O Milênio - 7 dias (tempo completo) vivendo com Cristo.
7º) – O Último Grande Dia – Celebra o dia em que Cristo entrega o Reino ao Pai e Ele desce para morar com os homens, depois que toda a raça humana foi ressuscitada, julgada, Satanás e a Morte vencidos para sempre, e todos revestidos de imortalidade.
Como a Igreja Romana absorveu completamente a religião mitraica, em cada missa passou-se a servir pão e vinho, sem importar dia e hora. Mas, a Páscoa Florida, como passou a ser celebrada como sendo a Páscoa de Deus? É o que vamos a estudar a seguir.

As manobras satânicas para eliminar a Páscoa de Deus

Temos visto que a Páscoa anual no dia 14, foi transformada de uma comemoração da morte de Cristo a uma comemoração semanal em honra da sua ressurreição, a qual de fato, aconteceu num Sábado. Estas páscoas semanais solíam chamar-se “mistérios sagrados”. Um desses mistérios antigos foi o que mais tarde seria conhecido como a Páscoa de Ressurreição ou Páscoa Florida.
Mas, as práticas da Páscoa Florida não se introduziram subitamente, senão devagar, sob o pretexto de ser um costume cristão.
Muitos fiéis continuaram observando a Páscoa de maneira tradicional e as igrejas estavam divididas em grandes contendas por este motivo, mas o número dos gentios aumentava e a prática da celebração semanal em dia de Sábado, tornou-se a norma. Mas, como iam os falsos mestres alterar o conhecimento de que Jesus esteve três dias e três noites no sepulcro contando desde Sexta feira, e não desde a Quinta?

A tradição da Sexta Feira Santa e o Domingo de Ressurreição

Ninguém leva em conta um livro escrito pouco antes da época de Constantino chamado “Didascalia Apostolorum”. Aqui se descreve o que aconteceu naqueles dias.
Os falsos mestres começaram a interpretar os três dias e as três noites da seguinte e astuta maneira. Alegavam que Jesus sofreu na cruz, supostamente numa Sexta feira. Como chegaram a esta conclusão? Lembre-se que estes cristãos pertenciam à falsa e apóstata igreja cristã cujo deus é Satanás. Sua origem era Samaria, não Jerusalém e tinham um ódio mortal de todo o que fosse genuinamente israelita, e muito mais dos judeus.
Se preocupavam em conhecer a verdade? Acolhiam os ensinos apostólicos? Não. A tradição era a guia e a interpretação carnal das Escrituras. Como não tinham nenhum entendimento das coisas de Israel, nem tampouco as desejavam, liam e interpretavam tal como o faz todo o mundo, hoje em dia. O termo “dia da preparação”, foi a chave satânica para o desvio doutrinário.
Qual é o “dia da preparação”? Todas as Sextas feiras! Porém, a Páscoa e os sete dias de Pães Asmos contém TRÊS DIAS DA PREPARAÇÃO NUMA ÚNICA SEMANA!!!
O dia da Páscoa é chamado “da preparação”, porque nesse dia se preparam os alimentos e a limpeza da casa, porque no outro dia é o 1º Dia dos Pães Asmos, dia de SANTO REPOUSO SOLENE, independente do dia Sábado semanal. Pode ser qualquer dia da semana.
Depois temos o segundo “dia da preparação”, que é o dia anterior ao Sábado semanal que fica no meio da semana da Festa. E depois, o terceiro “dia da preparação”, que é o dia anterior ao último dia dos Pães Asmos, onde novamente acontece um SANTO REPOUSO SOLENE.
Estes fatos são totalmente ignorados por todos os teólogos que se negam a ler pelo menos o Antigo Testamento e Êxodo 12.
O “dia da preparação”, levou-os a entender que Cristo tinha morrido numa Sexta feira e não numa Quarta, como de fato aconteceu. Mas como contar três dias e três noites em apenas este breve espaço de tempo? Só mentindo!
Alegavam que Jesus sofreu na cruz, supostamente numa Sexta feira, por espaço de seis horas. As horas diurnas desde as 9 da manhã até as 12 do meio-dia foram consideradas como um dia. As horas desde o meio-dia até às 3 da tarde, quando estava todo escuro (Mateus 27:45), as calcularam como a primeira noite. E o tempo desde as 3 da tarde até a posta do Sol foi contado como o segundo dia. As horas desde a Sexta feira pela noite até o Sábado pela manhã, foram consideradas como a segunda noite; a luz diurna do Sábado, o terceiro dia; e desde o Sábado pela noite ao Domingo pela manhã, a terceira noite.
Foi um raciocínio muito astuto, e enganou a muita gente! Esses falsos ministros torceram a verdade de que Jesus esteve 3 dias e 3 noites no sepulcro.
Pela primeira vez, o conceito do Domingo de Ressurreição foi introduzido nas igrejas. Agora vejamos o que aconteceu.

Começou primeiro em Roma

Ao comentar sobre os que não observavam a Páscoa conforme era OBSERVADA PELOS Apóstolos, Ireneu, quem viveu nos fines do século segundo escreveu ao bispo Vítor de Roma:

“Nos referimos a Aniceto, Pio, Higino, Telésforo e Sixto. Eles não a observaram [a verdadeira Páscoa do dia 14 de nisán], nem tampouco permitiram que os que vieram depois deles a observaram” (Nicene and Post-Nicene Fathers, Pais nicenos e pós-nicenos, vol. I pág., 243).

Quem eram estes homens? Eram os bem conhecidos bispos de Roma. Este é o primeiro testemunho, por parte de um católico, do fato de que os bispos romanos, já não observavam a Páscoa quando Deus a ordenou, senão num dia Domingo!
O bispo Sixto foi o primeiro, de acordo ao que nos indica a história, em impedir a observância correta da Páscoa e em celebrar os mistérios sagrados anualmente num Domingo. Ireneu, referindo-se a Sixto, declarou que sua doutrina era diretamente “oposta” à prática das outras igrejas. O bispo Sixto viveu a princípios do século segundo, pouco depois de que o Apóstolo João morrera.
A observância do Domingo de Ressurreição não se iniciou com Pedro, nem Paulo, nem nenhum outro Apóstolo nos anos 30 em diante, senão, com Sixto no século segundo depois de Cristo!!!
Assim foi a surpreendente origem do Domingo de ressurreição nas igrejas ocidentais. Juntamente com esta prática, “os mistérios sagrados” (a Santa Ceia) também foram observados em cada Domingo.

A divisão cristã em Roma

Naturalmente, a introdução deste costume causou uma divisão entre os cristãos em Roma. Abbé Duchesne, um historiador católico escreveu: “Nesse tempo havia em Roma muitos cristãos da Ásia (recordemos que a Igreja de Deus em Roma, foi fundada pelos que vieram da Ásia Menor, onde Paulo pregou), nos dias dos primeiros Papas – Sixto e Telésforo – que guardavam sua Páscoa todos os anos, no mesmo dia em que a celebravam os judeus. Eles afirmavam que isto era correto. Foi permitido... embora que o resto dos romanos observavam algo diferente” (The Early History of the Church, A História da Igreja Primitiva, Vol. I, pág., 210).
Por enquanto, eram tolerados! Mas, não por muito tempo!
Ireneu, escrevendo ainda mais com respeito aos costumes da Páscoa Florida em Roma e noutras partes, disse: “Mas Policarpo, não só foi instruído pelos Apóstolos e conheceu a muitos que haviam visto a Cristo, senão que também foi nomeado bispo da Igreja em Esmirna, pelos Apóstolos na Ásia. Além disso, esteve em Roma durante os tempos de Aniceto [bispo de Roma, 155-166 d.C] e foi responsável de que muitos se afastassem dos hereges e seguissem à Igreja de Deus, proclamando que havia recebido esta única verdade dos Apóstolos...” Durante o tempo que esteve em Roma, Policarpo tratou o assunto da Páscoa com o bispo de Roma.
Ireneu continua:”Porque nem podia Aniceto persuadir a Policarpo a que deixara de observa-la (a Páscoa) porque ele sempre a havia celebrado com João, o discípulo do nosso Senhor, e com o resto dos apóstolos com os quais tinha trato, e tampouco pode Policarpo convencer a Aniceto a que a observara, dizendo este que tinha a obrigação de seguir os costumes dos presbíteros que o precederam” (História Eclesiástica por Eusébio, livro V, cap. 24 citada em Nicene and Post-Nicene Fathers, Pais Nicenos e Pós Nicenos, vol. I pág. 244).

Testemunho falso

Pouco tempo depois da morte de Policarpo, apareceu uma carta incrível, a qual muitos eruditos simplesmente a chamam de uma “falsificação intencional”. Esta carta declara:
“O papa Pio, quem viveu ao redor do ano 147, fez um decreto [que ordenava] que a cerimônia anual da Páscoa se observara no dia do Senhor [domingo] e para ratifica-lo alegou que Hermes, seu irmão, quem então era um eminente mestre entre eles, havia recebido instrução de um anjo que mandou que todos os homens deviam cumprir a Páscoa no dia do Senhor (Domingo]” (Antiquities of the Christian Church, Antigüidades da Igreja Cristã, por Joseph Bingham, págs. 1148-1149).
Deste mesmo engano, lemos em Apostolical Fathers (Pais Apostólicos), por James Donaldson:
Uma das cartas falsificadas, que levava o nome do Papa Pio, onde um tal Hermes é mencionado como o autor; e se declara que no seu livro se encontrava o mandamento, dado por meio de um anjo, de observar a Páscoa em domingo” (página 324).
Se essa carta foi uma falsificação intencional, se produziu depois dos tempos de Policarpo com a finalidade de dar-lhe mais importância ao costume de Aniceto, bispo de Roma, quem se aferrou à observância dominical da Eucaristia ou Páscoa. Se não se tratava de uma falsificação, então o mesmo Pio foi autor desta carta enganosa. Pio morreu pouco antes da visita de Policarpo a Roma.

O Imperador Constantino entra em cena

A divisão dos cristãos e suas colossais discussões dividiram o Império Romano e Constantino sabia que se não unia os cristãos, não poderia governar, e seria o fim do império. Os cristãos se haviam tornado muito numerosos e Constantino não poderia governar sem o apoio deles, e se não acabasse com estas discussões doutrinárias. Para isto, convocou o Concílio de Nicéia, o primeiro Concílio geral do mundo cristão.
Era necessário dar um basta a todas as controvérsias e chegar a uma unidade doutrinária, um único dogma, uma única fé, e o poder estava com ele para leva-lo a efeito.
Entre as resoluções tomadas estão:
1º) – A doutrina da Santíssima Trindade.
2º) – A doutrina da tríplice natureza do homem (corpo, alma e espírito), e
3º) – Que a Páscoa de Ressurreição devia ser celebrada o Domingo e que a Páscoa bíblica tinha que ser proibida!
Sem fazer caso a estas decisões, muitos continuaram sendo fiéis à Palavra de Deus. Por este motivo, Constantino emitiu um edito que declarava o seguinte:

“Temos decretado, por conseguinte, que sejam despojados [os que guardavam a verdadeira Páscoa] de todas as casas em que acostumam a efetuar suas assembléias... públicas ou privadas” (Life of Constantine, A vida de Constantino, livro III).

Começava então a perseguição mortal a todo fiel até não ficar mais nenhum!
Pela força, todos eram obrigados a celebrar a Páscoa de Ressurreição, ou fugir para bem longe, fora do território romano, porém; a discussão continuava, mesmo entre os apóstatas, porque não sabiam bem em que domingo celebra-la.
“Mas a pesar de qualquer intento que pudesse fazer-se então, ou depois, houve ao respeito grandes desacordos na Igreja por muitas gerações. Até ao redor do ano 800, as igrejas da Grã Bretanha e Irlanda não concordavam com a igreja romana em guardar a Páscoa de Ressurreição no mesmo Domingo. Tampouco na França foi plenamente recebido o costume romano, até que a questão foi resolvida por autoridade de Carlomagno...” (Antiquities of the Christian Church, Antigüidades da Igreja Cristã, pág.1151).
Estes são os assombrosos fatos, ignorados por todos, e pelo visto, ninguém quer saber a verdade, pois, jamais vemos alguém procurando-a. Se você estudar Lutero, Calvino ou Zuinglio, verá que os grandes reformadores não acreditavam na maioria destas coisas, mas das suas idéias quase nada restou. O livro de Apocalipse começa com uma visita de Jesus a suas Igrejas para corrigi-las e exorta-las para que tirem todo babilonismo.
Os dois profetas que apareceram em visão com Jesus – Elias e Moisés, serão enviados novamente à terra e são mencionados como as Duas Testemunhas representando a Verdadeira Lei e sua restauração e o Verdadeiro Culto e Fé em Deus. A carta vai endereçada a cada Pastor, mas se o Pastor não aceitar vai para o povo, e hoje chega a você. Verdadeiramente estamos já nos tempos da restauração de todas as coisas. Agora vejamos se a Igreja primitiva que Páscoa guardava e quando.
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TODA A VERDADE
SOBRE A PÁSCOA

Por Mário L. Pereira Dalmao


Como e quando devemos celebrar a Páscoa? Aboliu Jesus a data correta? A Páscoa israelita foi mudada para uma Santa Ceia que pode celebrar-se a qualquer momento? Quem mudou tudo isto? Cristo? Os Apóstolos? Ou Satanás? Esta mudança originou a primeira luta documentada pela História entre a falsa e a verdadeira Igreja de Deus e se conhece como "A Questão Décimoquarta". Porém, é completamente ignorada por todas as Igrejas, teólogos e Pastores.

Capítulo 3

A Páscoa revelada a Moisés


“Ora, o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo: Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano. Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro. O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras, e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da congregação de Israel o matará à tardinha: Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas casas em que o comerem. E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura. Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo. Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor. Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito. E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel. E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por vós. Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das vossas gerações por estatuto perpétuo. No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos até vinte e um do mês à tarde. Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, esse será cortado da congregação de Israel, tanto o peregrino como o natural da terra. Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães ázimos. Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a páscoa. Então tomareis um molho de hissope, embebê-lo-eis no sangue que estiver na bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois umbrais; mas nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela manhã. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir. Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem prometido, guardareis este culto. E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este culto? Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou” (Êx. 12:1-27).

Para os verdadeiros adoradores de Deus, saber o dia e hora da Páscoa é fundamental. Deus não permite que ela seja praticada em qualquer dia e hora de acordo ao belo prazer de cada um.
As revelações contidas neste capítulo partem do conhecimento do verdadeiro calendário de Deus. Quando começa o ano para Ele? Talvez pense que isto não tem importância alguma, e que para Deus qualquer dia serve. Mas não esqueça que Ele é o Criador e Ele determinou os tempos, ou seja, quando começam e terminam os dias, a semana, os meses e os anos.
O calendário pelo qual se guia atualmente a humanidade é o romano e nada tem que ver com Deus. Enquanto o primeiro dia do ano é o 1o de janeiro, para Deus é o dia da lua nova de março (abibe ou nisán).
A partir desse momento deve começar a contagem dos dias e no 10o há que escolher um cordeiro aparentemente PERFEITO. Ele devia ficar em observação durante 3 dias completos e ser sacrificado na TARDE do 13º. Por quê nesse dia e nessa hora? Porque a Páscoa é um memorial, uma data a ser lembrada anualmente com dia e hora marcada – o dia e hora em que Adão e Eva foram salvos por um Cordeiro no Paraíso.
Deus usou o mesmo dia e hora para salvar a Israel e leva-lo para a Terra Prometida. Isto é tão importante porque se um israelita tivesse negligenciado o tempo, a peste o mataria. Se o cordeiro tivesse sido sacrificado um dia antes, não seria o Cordeiro Pascal, teria sido apenas um alimento tradicional de todos os dias. Mesmo recolhendo seu sangue e pintando as portas não teria tido efeito algum. Somente o cordeiro morto, e recolhido seu sangue no dia e hora marcada, produziriam o milagre da salvação.
O cordeiro deve ser comido completamente. Isto significa que todo o Cristo deve ser obedecido e não em partes, as mais agradáveis. Nada devia ficar para depois.
O dia seguinte à Páscoa é o primeiro dia dos Pães Asmos. Que significa isto? O fermento no pão simboliza o pecado. No dia da Páscoa havia que vasculhar toda a casa e jogar fora todo tipo de fermento, pão e restos de pão fermentado. Nenhum fermento ou cousa fermentada podia ficar dentro de casa. Havia que jogar fora dos limites da propriedade. E durante sete dias (tempo completo) havia que comer pão sem fermento, significando que o resto da nossa vida deveria ser isenta de pecado.
A Páscoa, e a semana dos Pães Asmos, devem ser guardados como sendo as duas primeiras FESTAS SANTAS DE DEUS, e em nenhum momento se menciona que há que estar de luto, chorar, ou acreditar que o Senhor está morto e que vai ressuscitar. Ela não é festa de ressurreição, senão um memorial do dia em que por meio da morte do Senhor fomos livres. Observe que Deus ordena que no início do dia 15 se celebre com uma grande Festa Solene, uma ceia com tudo o que houver de melhor.
“Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra do Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos de Israel através das suas gerações” (Vers. 42).
Exatamente assim continuaram sendo guardadas estas festas até o dia da morte do Senhor.

Jesus e a Páscoa

Pelos Evangelhos vemos que Jesus rigorosamente guardava todas as Festas Santas e aparecia em Jerusalém nestas datas de acordo ao mandato divino. E assim como Ele as guardou e obedeceu todos os mandamentos, pediu para seus discípulos praticarem e ensinarem a todos os que se converteriam posteriormente.
“Três vezes no ano me celebrarás festa: A festa dos pães ázimos guardarás: sete dias comerás pães ázimos como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; e ninguém apareça perante mim de mãos vazias; também guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que houveres semeado no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho. Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Deus” (Êx. 23:14-17).
“E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:18-20).

Que foi o que mudou?

O que confunde tanto aos teólogos como aos líderes espirituais é o que aconteceu depois da cruz, o que mudou, e o que ficou.
É opinião unânime que Jesus aboliu completamente o Antigo Testamento e alegam que só deve ser obedecido o que está mencionado apenas no Novo Testamento. Que este é um Pacto diferente e totalmente alheio ao anterior. Que as leis foram dadas aos israelitas, mas que nós não somos israelitas e portanto nada é válido para nós.
Alegam que Jesus tinha nojo de tudo o que os judeus praticavam e que tudo o que pertencia a Israel nada deve ficar na Igreja Cristã. Será verdade?
As leis de Deus são espirituais e regem a vida espiritual. Estas leis não são temporais, são eternas. Roubo é roubo a partir do primeiro anjo criado como ao último ser humano a morrer. E o mesmo podemos dizer da idolatria, do crime, do adultério, e de qualquer um dos mandamentos. Mesmo sem sermos religioso praticante, não as podemos transgredir, porque as leis jurídicas de qualquer país do mundo nos condenam e nos colocam na cadeia, se as transgredimos.
Nunca devemos pensar que existe um período paradisíaco com leis paradisíacas, um período pós-paraíso sem nenhuma lei, um período do Sinai, com leis até a cruz e um período pós-cruz sem nenhuma lei. Uma lei para cada época ou temporada não corresponde com o que ensina a Bíblia.
Se os obedientes são contados desde Abel, até o último deles, terá que obedecer e praticar a mesma Lei.
Deus fez um Pacto com Israel no Sinai, e todo Israel ouviu o que Ele, disse e escreveu ditas leis em tábuas de pedra e Moisés as colocou na Arca do Concerto junto com as demais leis que havia ditado.
Moisés fez um sacrifício e com o sangue aspergiu o que ele havia escrito e sobre as tábuas, selando o pacto.
Esse Pacto foi quebrado pela transgressão contínua de Israel por mais 490 anos, sem contar os outros 490 anos anteriores a Davi, em que mais andavam pra lá do que pra cá.
Jesus é o mediador do Novo Pacto e o povo se reúne para ouvir as cláusulas do contrato no Sermão do Monte. Observe um dos pontos:
“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mat. 5:17-19).

Jesus não escreve, nem manda escrever a alguém lei alguma, como fizera com Moisés. Por quê? PORQUE A LEI É A MESMA QUE NUNCA TINHAM OBEDECIDO!!!
Era a mesma Lei que estava nas mãos deles e que andavam para cima e para baixo com ela, mas que por causa das suas tradições e interpretações pessoais, não as obedeciam.
Num determinado momento Jesus diz:
“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo...” (Mat. 5:43).
Não existe nenhuma lei no Antigo Testamento dada por Deus que diga isto. Este é um típico mandamento inventado pelos fariseus, que começando bem (amando ao próximo), coloca ao inimigo como “não próximo”. O ódio não é permitido na Palavra, mas eles o colocaram em forma “religiosa”. E assim como este, todos os mandamentos foram deturpados, e acrescentados pontos, que nem Deus imaginou.
Ele mesmo diz que nenhum i ou nenhum til da Lei cairá até que tudo seja cumprido. Quando tudo será cumprido? No momento da cruz? NÃO! Até o dia que acabe o Plano da Salvação!
Este Plano acabará quando toda a raça humana seja transformada em seres espirituais, idênticos a Deus, cheios de Espírito Santo. Nesse dia se completa a obra do Filho e Ele entregará o Reino ao Pai que descerá dos céus para habitar com os homens.
“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apoc. 21:1-7)
“Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Cor. 15:20-26).

Este será o verdadeiro fim, quando a morte seja vencida. E por que a Lei termina nesse momento?

“Pois vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais, e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus. Pois eu vos livrarei de todas as vossas imundícias;...” (Ez. 36:24-29. Ver também11:16-21).

“Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jer. 31:33-34).
“e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos”
(Apoc. 20:10).

Eis aqui o segredo. Deus eliminará a força que impulsa o pecado – a natureza carnal e a Satanás.
Que leis escreverá Deus nos seus corações? A Lei que foi abolida na cruz e não serve mais para nada? Ou as leis que nunca obedeceram e que ainda estão vigentes?
Se Israel foi cativo por não guardar leis que mais adiante seriam abolidas, por que serão eles obrigados a guardá-las, enquanto os gentios serão salvos sem guardar nenhuma? Será que existe salvação para os gentios sem obediência, enquanto que para um israelita ser salvo tem que obedecer leis “que não salvam”? Se for assim, teríamos dois povos com leis e sistemas de salvação diferentes. E isto não é assim, porque de dois povos, Deus fez um e uma mesma lei tanto para o judeu como para o grego.
“Pois todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (Gal.3:26-29).
“Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamam circuncisão, feita pela mão dos homens, estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Gal. 2:11-22).

Passados mais de dez anos da cruz, Paulo, falando aos gálatas, lhes disse que eles foram incorporados ao antigo Israel, aos seus pactos, mandamentos, leis, estatutos, decretos, promessas e herança. Têm sido adotados como membros da única Família Deus.
Isto significa que tanto os gentios, como os israelitas cristãos acreditavam e praticavam as mesmas coisas.

Os profetas foram eliminados?

Os que eliminam o Antigo Testamento, eliminam também todas as profecias. Por isso, não existe nenhuma Igreja que as estuda. Como não fazem isso, nunca podem entender nada, porque todas elas apontam para os últimos dias.
Já escutou a um pregador falar sobre a besta, o número e a marca dela? E da abominação desoladora que falou o profeta Daniel? E isto deveria ser o que mais deveriam falar, pois o Senhor disse que os obedientes seriam assinalados nas suas testas com o sinal de Deus, enquanto os desobedientes com a marca da besta.
Como calcular o número dela? E que é isso da abominação desoladora? Necessitamos saber disso?
E como!!!
Pois, Jesus disse que esse seria o último sinal que seria dado aos crentes para se porem a salvo.
“Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa” (Mat. 24:15-18).
Quando vejamos a abominação desoladora em Jerusalém, nesse dia devemos fugir para os montes, da mesma maneira como fugiram os crentes no ano 70 no cerco de Jerusalém, e não morreram.
Se os teólogos baniram as profecias, Deus não o fez, pois as continua a cumprir no dia e hora marcada, e isto prova que jamais foram abolidas.
O profeta Daniel é o relógio de Deus. Ali estão contidos todos os tempos.
Zacarias é um livro idêntico a Apocalipse. Enquanto que Zacarias (numa visão microscópica) nos relata o que acontecerá em Israel no momento da vinda do Senhor, Apocalipse nos mostra (numa visão macroscópica), como será a vinda do Senhor enxergando o mundo todo.
Mateus 24 e Apocalipse guardam estreita relação nos seus conteúdos. Enquanto Mateus 24 narra a grandes rasgos como será o fim do mundo, Apocalipse os descreve em detalhes.
Agora compare a seqüência: 1o Daniel, 2o Zacarias, 3o Mateus 24 e Apocalipse. Quando lemos na seqüência vemos o panorama bíblico se desenrolando diante de nós como um leque, como uma cortina que se descobre. E não existe nenhuma contradição entre eles.
Assim que nós temos a Lei e os Profetas, que não foram abolidos e os gentios praticando exatamente tudo, tal como era guardado pelos israelitas naqueles dez anos.

A ordenança de Jesus sobre a Páscoa

Na noite da última Páscoa, depois que Jesus e seus discípulos comeram tradicionalmente o cordeiro, ele fez o seguinte:
“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mat. 26:26-28).
“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão; e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice” (I Cor. 11:23-28).

A partir desse momento termina a maneira tradicional que por mais de quatro mil anos se havia celebrado. O cordeiro (o animal ovino) era o tipo do Cristo que viria e seria sacrificado. Agora o Cristo se transforma no antítipo, no verdadeiro Cordeiro Pascoal.
De agora em diante, os verdadeiros adoradores de Deus, não mais terão necessidade de sacrificar um cordeiro e sim celebrar a Páscoa comendo pão asmo e vinho. Mas a data não foi mudada.
As Igrejas evangélicas separaram a nova maneira de celebrar e a independizaram da Páscoa e dos Pães Asmos. E nem sequer a celebram com pão asmo, senão que é com pão fermentado, simbolizando que o pecado não foi jogado fora.
Jesus separou uma coisa da outra? Ou apenas mudou a maneira de faze-la? Somente pela Bíblia podemos saber isto.
Os que defendem a idéia de que fazer “Santa Céia” a qualquer dia e hora, citam o versículo de Coríntios que diz “todas as vezes que...” como uma ordem divina de que a qualquer momento podemos realizá-la. E novamente os teólogos não consultaram a Bíblia.
A palavra grega usada foi “ho – sá - kis” que quer dizer – “todas as vezes que” e não foi usada a palavra “pol – lá - kis” que quer dizer – “freqüentemente”.
Usando corretamente “ho-sá-kis”, Paulo se referia a que em cada comemoração anual devia fazer-se sempre assim. Deste modo, desde que foi instituída por Cristo, têm-se realizado mais de 1977 vezes.
Outros vão mais longe ainda, dizendo que cada vez que nos lembremos de Cristo, devemos tomar Santa Céia. Isto equivale a andar continuamente com pão e vinho e celebra-la a cada minuto.
Jesus morreu numa Quarta feira e ressuscitou na tarde de Sábado, tal como está no estudo “As Incríveis Revelações de Deus a Moisés” no item Sábado e de como a verdadeira Igreja guardava corretamente as Festas Santas.
A Igreja primitiva guardava corretamente o calendário de Deus, o Sábado e as Festas Santas de Deus, provado por documentos históricos já que não aceitam o que a Bíblia diz.
O outro ponto que confunde é o famoso termo “partir o pão”. Como sempre procuram na Bíblia algo que fundamente o que previamente acreditam e praticam, usam o termo “partir o pão”, como uma Santa Ceia que se celebrava a qualquer dia e hora. “Partir o pão”, não quer dizer fazer Páscoa a qualquer momento, senão que era a maneira tradicional naquela época de “fazer uma refeição” e se aplicava tanto ao almoço, janta ou uma refeição ligeira.
Quando separaram a Santa Céia da verdadeira data e modo de celebrar a Páscoa de Deus, ela não teve mais sentido para os crentes. A Semana da Páscoa para eles é completamente indiferente.
Mas, vamos a ver como se deturpou o claro ensino de Jesus.

Como a Igreja assimilou a Páscoa de Ressurreição?

Como se introduziu este festival pagão na prática da religião cristã, como substituto de uma ordenança divina?
Antes de revelar, em forma breve o assombroso relato deste grande engano, dois fatos devem ficar claramente estabelecidos.
1º) – Jesus e os Apóstolos predisseram, não um grande e espetacular crescimento da Igreja, senão um afastamento da verdade por parte da grande maioria. Falando sobre o desvio da fé, Paulo declarou aos tessalonicenses que já estava em ação o “mistério da iniqüidade”, e isto foi escrito apenas 20 anos depois de estabelecida a Igreja!
A igreja “cristã” de Simão o Mágico, havia introduzido os “mistérios caldeus” – a Páscoa Florida e o Natal, como os principais festivais, e todas as congregações estavam aderindo.
2º) – Embora Jesus dizesse que as portas do Hades não prevaleceriam contra sua Igreja, ela foi profetizada como uma “manada pequena” e nunca como grande e popular. A pequena manada está formada por apenas “OS OBEDIENTES”. Eles formam parte dos “POUCOS ESCOLHIDOS”!
Ninguém entende isto! Como jamais entendem que houve uma gigantesca luta por parte dos Apóstolos contra a apostasia que havia tomado conta da Igreja. Nem eles podiam mais entrar nas congregações porque eram expulsos pelos falsos pastores, e martirizados por séculos, até acabarem (aparentemente) com os verdadeiros obedientes. O que esses falsos mestres pagãos introduziram é o que normalmente se ensina em qualquer Instituto Teológico como sendo as grandes verdades de Deus.

Duas Igrejas: a falsa e a verdadeira

Pelo estudos das Epístolas dá para ver que já se pregavam falsos evangelhos e que a Igreja de Samaria de Simão, claramente se definia como absolutamente apóstata dos ensinos de Deus. Essa Igreja cresceu até tornar-se a Igreja Católica Apostólica Romana, que como seu nome bem indica é romana e não de Jerusalém.
Entre os anos 160 e 325 a luta entre os falsos adoradores e os verdadeiros foi tão grande que o Império Romano balançou. Para esse momento o número de cristãos ascendia a mais de cinco milhões.
A falsa igreja recebeu o apoio do Imperador Romano, da alta classe social, dos filósofos e intelectuais da época, enquanto que a verdadeira Igreja estava reduzida às congregações da Turquia e Grécia.
No ano 509 a falsa igreja assume o Império Romano e o Papa se transforma em chefe da Igreja, mas também; Imperador, ao fundar-se o “Sacro Império Romano”.
Depois desta data começam os 1260 anos de reinado absoluto, que mergulharam ao mundo no mais denso período de trevas tanto espirituais, como cultural, social e econômico. Durante os primeiros 900 anos desse período, as pessoas nasciam e morriam sem terem visto absolutamente nada diferente.
O capítulo 17 de Apocalipse se refere a ela. É representada como uma mulher de grande esplendor e pompa, dedicada a diversos ritos, que se veste de púrpura, escarlate e ouro, que é orgulhosa, mundana e jactanciosa. Mas, além destas caraterísticas tem outra que é a pior – tem enganado a todas as nações.
Todos os países ocidentais (principalmente), estão espiritualmente embriagados com suas falsas doutrinas. Sua nefasta influência é tão grande que a percepção espiritual de todas estas nações é fosca e curta, impedindo que o verdadeiro evangelho seja pregado e aceito, mesmo por uma minoria e ninguém tem sede ou fome de ouvir a Palavra de Deus.
Esta Igreja sempre se refere a ela mesma como a “única e verdadeira”, porém, está embriagada com o sangue dos santos, de cujo martírio, ela foi culpada por Deus no mesmo livro.
Se conseguiu enganar a todo o mundo, tem enganado aos protestantes também? SIM! E COMO!!!
“Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição. Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres. A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição; e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra. E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração. Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres. A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir. Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada;...” (Apoc. 17:1-9).

O versículo 5 se refere a ela como sendo uma igreja mãe, e se é mãe tem que ter filhas. Talvez você pense que as filhas sejam o espiritismo, a feitiçaria e a umbanda, mas elas nunca foram conhecidas como “igrejas”.
Igreja gera Igreja, tanto falsa como verdadeira. Então são todas as igrejas que se dizem cristãs. Por que são filhas? Porque todos eram primeiro católicos que depois se tornaram evangélicos, e porque o protestantismo surgiu de uma divisão da Igreja Católica. Mas as Igrejas Evangélicas, a pesar de que dizem que não são católicas, estão unidas à mãe pelo calendário, na celebração das mesmas festas, doutrinas e práticas pagãs, pela rejeição da Lei de Deus, e pela mudança dos 10 Mandamentos ao abolirem o Sábado pelo Domingo. Não é somente uma igreja mãe apóstata, senão de toda uma família. Acaso não são babilônicas as filhas? Não são elas confusas e desobedientes pregando cada uma delas doutrinas diferentes e fazendo o que bem entenderem? Não é a isso que se chama “o caos babilônico das seitas”?
A palavra “cristãs” as une, mas Deus as chama de “Babilônia, a Grande”, a união de todas elas e não somente à Igreja Católica. A falsa igreja é profetizada por Daniel:
“Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Dan. 7:23-25).

O quarto animal, a besta, é o Império Romano. Porém, se levantará dentre os chifres um outro, que será diferente dos outros dez (o Papa e seu Sacro Império Romano) e abaterá três reis. Exatamente tal como foi profetizado, assim aconteceu. O debilitado Império Romano foi invadido pelos bárbaros e não pode fazer-lhes frente, então o Papa organizou um exército e lutou contra eles vencendo aos três povos bárbaros invasores: os godos, os visigodos e os vândalos. E a partir deste momento conquista a supremacia como poder eclesiástico e imperial absoluto, ficando por cima de todos os reis.
Esta igreja é conhecida porque “mudará os tempos e a lei”, ou seja; mudará tudo o que ao verdadeiro Deus pertence e fará suas próprias leis e mandamentos, porque ao igual que Satanás, odeia tudo ao que se refere a Deus e a seu povo, os israelitas. E como naquela época o Israel visível eram os judeus, o ódio será contra os judeus e tudo ao que a eles pertence.
Esse ódio conseguiu transmitir até o dia de hoje. Incitou aos antigos imperadores, reis, senhores feudais, a Hitler e o fará com a última cabeça do império ressuscitado no fim dos tempos. Um novo e mais espantosos holocausto está profetizado.
O culto babilônico de Ninrode passou para os assírios, que passou para os caldeus, que passou para os egípcios, que passou para os medo-persas, que passou para os gregos e que ficou em Roma.
As igrejas evangélicas ao igual que sua mãe apóstata, não guardam os tempos (calendário e Festas santas), nem a Lei (mandamentos, leis, estatutos e decretos divinos). E assim como a mãe, cada uma inventou suas doutrinas e mandamentos e obedecem cegamente seus estatutos, em vez do Senhor. E abominam Sua Palavra.
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TODA A VERDADE
SOBRE A PÁSCOA

Por Mário L. Pereira Dalmao


Por que a Páscoa se celebra com ovos e coelhos? Onde está isto na Bíblia? Pois saiba que esta é uma tradição pagã e depois que leia este estudo cremos que nunca mais a celebrará assim.

Capítulo 2

Se esse é o propósito divino, o propósito satânico e impedi-lo. Como ele o faz? Deturpando carnalmente todo ensino divino.
O reino babilônico de Ninrode é de uma total rebeldia a tudo o que se refere a Deus, até porque a origem do próprio Ninrode é uma diabolice pura: ele era um dos gigantes, que reaparecem depois do dilúvio.
Como apareceram estes gigantes na terra? Aceitemos o que a própria Bíblia diz:
‘’Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, mas os seus dias serão cento e vinte anos. Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade. Viu o Senhor que era grande a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor’’ (Gên. 6:1-8).

Outras versões traduzem “nefilins” como “gigantes”. Quem são os filhos de Deus que se unem com as filhas dos homens? Os descendentes de Set que dão continuidade à descendência obediente começada com Abel? Não. Porque se fosse assim se teria estabelecido uma lei genética, que cada vez que um obediente casar com uma mundana, continuaria gerando filhos gigantes até hoje, e não é isso o que acontece.
Observe que esse cruzamento foi tão indigno diante de Deus que Ele teve que mandar o dilúvio e acabar com “toda a carne”, seja humana como animal, porque todos se haviam contaminado.
Os filhos de Deus aqui mencionados, são os anjos que Ele havia colocado sobre a terra para cuidar o Paraíso, para que nenhum humano entrasse nele para comer da árvore da vida. Esses anjos ao verem a formosura das mulheres se apaixonaram por elas e por um meio desconhecido e inexplicável para nós, eles se uniram a elas e conceberam deles, nascendo filhos especiais de grande estatura.
Depois do dilúvio, estes cruzamentos continuaram a existir havendo uma restauração daquilo que Deus havia destruído, e ela foi feita a partir dos filhos de Cam, do qual Ninrode era descendente.
Cam então, é uma ponte entre o pré e o pós-dilúvio, uma perfeita restauração de tudo o que levou à raça humana à sua aniquilação. Tenha em conta este fato para poder entender claramente o que estamos estudando.
O culto da deusa-mãe instaurado por Semíramis é então original? Não! É também uma restauração!!
Então, como e quando começou? Seguramente depois da morte de Eva, porque não acredito que ela tenha permitido ser adorada.
“Chamou Adão à sua mulher Eva, porque era a mãe de todos os viventes” (Gên.3:20).
Quantos filhos teve Eva? Provavelmente mais de 500!!! Para chegar a este resultado tenhamos em conta que viveu quase mil anos e que deve Ter sido fértil até os setecentos. E assim como eram nossas antigas avós que tinham um filho por ano e constituíram essas numerosas famílias, Eva não deve ter sido diferente, mais ainda numa época em que não existia controle da natalidade.
Ela foi o centro da sua família, e dos seus netos e bisnetos, e de várias gerações, e todos se reuniam para ouvir dela o relato da Criação e de como falavam com Deus e dos ensinos dEle. E todos entendiam e a respeitavam sabendo que do seu ventre nasceu toda a raça humana.
Todas as religiões pagãs têm duas caraterísticas constantes: a adoração à Deusa-Mãe (deusa da fertilidade) e ao Tronco Sagrado.
Apliquemos então o princípio exposto por Paulo em Romanos:
“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Romanos 1:19-25).
No caso de Eva, entendemos que as pessoas em vez de adorarem a Deus por ter criado ao homem, e a Eva, por ser a mãe dos viventes, passaram a adorar à própria Eva, considerando-a a deusa da fertilidade (a que transmite todo o potencial reprodutor aos seres humanos).
E o culto do tronco sagrado? Apliquemos o mesmo princípio: em vez de adorarem a Deus, adoraram à árvore da vida, porque para eles a vida estava na árvore e não em Deus.
Como vemos, este culto passou para o outro lado do Dilúvio, porque os anjos caídos continuaram a unir-se às mulheres dos homens gerando novamente aos gigantes dos quais um deles era Ninrode e os antigos cultos da deusa-mãe e do tronco sagrado se perpetuaram até hoje na forma da Virgem e do Menino Jesus. E a adoração do tronco sagrado, como continuou? Continua nas tradicionais celebrações do Natal! (Isto vamos ver noutro estudo especial sobre o Natal).
Voltando ao culto da deusa-mãe (Astarté, Astarote ou Istar), em que data se celebravam os quarenta dias de chorar a Tamuz e de celebrar à sua ressurreição? Exatamente na mesma data em que posteriormente Deus estabeleceria sua Páscoa ensinada em Êxodo 12!!!
Esses quarenta dias de pranto que antecedem à Páscoa é a nossa bem conhecida “quaresma”.
Se agrada Deus disto? Foi por Ele instituída? Vejamos o que nos diz Ezequiel 8:15-1 6:"Também me disse: Verás ainda maiores abominações que eles fazem. Depois me levou à entrada da porta da casa do Senhor, que olha para o norte; e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz. Então me disse: Viste, filho do homem? Verás ainda maiores abominações do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol”
Mas, como é que um culto pagão se realiza na mesma data em que posteriormente se celebraria a Páscoa de Deus?
Continuemos estudando tendo em conta que a quaresma (a adoração a Tamuz) e sua festa de ressurreição, estão também intimamente ligadas à adoração ao Sol, porque todas as religiões pagãs não adoram ao Deus Verdadeiro, senão ao Sol.
Agora prepare-se para uma surpreendente revelação. A festa da ressurreição estava marcada exatamente na mesma data da Páscoa Divina, mas vai de Domingo a Domingo, deixando o décimo quarto dia do primeiro mês no meio dela, e essa celebração se chamava PÁSCOA FLORIDA!!! TAL COMO SE CELEBRA HOJE EM DIA!!!
E se a Páscoa de Deus é uma consagração espiritual, a Páscoa Florida não pode ser do mesmo jeito, posto que se trata de uma celebração satânica. Como era então celebrada.
Para entender isto, vejamos que acontece nessa data. Entendamos que devemos situar-nos no hemisfério norte. O ano (para Deus), começa com a lua nova do mês de março, data que marca o equinócio de primavera sobre Jerusalém, ou seja, é o início da primavera no hemisfério norte.
Até o dia de hoje, o início da primavera é motivo de grande regozijo, pois é o fim do frio e o renascer da natureza, o início da época das flores e das colheitas do inverno. E também é um despertar da natureza sexual, tanto dos animais como dos homens que se sentem mais ativos nesta época.
Passados os quarenta dias de luto por Tamuz, seguia-se uma semana de grandes orgias sexuais em honra ao renascimento dele, mas Tamuz é também o renascimento do Sol, aqui misturado uma coisa na outra. Nestas festas era tradição matar coelhos e comer seus testículos, como também dá-los de presentes aos participantes destas festas, que se entregavam sem nenhum escrúpulo nem limite. Como os testículos de coelho contém uma grande carga de hormônios sexuais, eles se tornavam insaciáveis.
O povo de Israel estando no Egito, guardou corretamente tudo o que os patriarcas guardavam até 150 anos antes de Moisés, quando um faraó levantou-se sem conhecer a José e os escravizou, impedindo-lhes de praticar sua religião e obrigando-os a praticar a religião egípcia.
Estando Moisés no monte e ao verem que ele demorava, decidiram fazer uma nova religião pagã baseada naquilo que haviam aprendido no cativeiro:
“Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te, fazei-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor. No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar” (Êx. 32:1-6).
“Quando, pois, Moisés viu que o povo estava desenfreado (porque Arão o havia desenfreado, para escárnio entre os seus inimigos),...” (Vers. 25)
Que significa “desenfreados”? O que havíamos dito. O povo inteiro estava nu e entregue ao maior desenfreio sexual em honra ao boi Ápis que era um deus egípcio. Mas esta não foi a única e última vez que fizeram isso. Toda vez que a Bíblia menciona o desvio de Israel adorando a Baal e Astarté este tipo de prática imunda se repetia, até que Deus os tirou da Terra Prometida. É evidente que não podia suportar tamanho escândalo num povo que justamente havia sido criado com o único propósito de ser santo ao Senhor.
Esta é a tradição dos ovos (testículos) e dos coelhos na Páscoa. Portanto, se somos cristãos, nada de ovos nem coelhos nesta data, porque não provém de Deus e devemos afastar-nos disto para não sermos condenados com o mundo.

De origem caldéia

Parece inexplicável, que nunca os teólogos têm tido, pelo menos, a referência de um único documento histórico. Se eles ao menos lessem um, poderiam ver que alguma coisa está errada; e não admitem que ninguém analise ou trate de demonstrar que os ensinos e as práticas das Igrejas, estão errados.
Todos os estudos bíblicos do Grupo Os Enviados de Deus estão confirmados por um livro escrito pelo historiador Eusébio “Os trezentos primeiros anos da Igreja”. Neste livro se detalha primorosamente, como cada desvio doutrinário foi instituído, por quem, como e quando.
E foi impresso pela CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS!!!
Sabe a Assembléia de Deus que todas suas doutrinas estão erradas? Claro que sim! Foram eles que as publicaram!! Então, por que continuam ensinando errado? Pelos mesmos motivos que todas as apostasias foram adotadas: porque todo o mundo acredita assim, porque todos as praticam, porque é uma tradição, porque fica melhor, porque agora não podemos voltar atrás, porque não tem importância, etc.
A Páscoa de Ressurreição, como diz Alexander Hislop na sua obra “The Two Baylons” (As duas Babilônias), “leva marcada na fronte sua origem caldéia. A Páscoa de ressurreição provém de nada menos que Astarté, um dos nomes de Beltis, a rainha dos céus...” (Página 103).
De igual modo, Bel, mencionada também no Antigo Testamento (Isaías 46:1; Jeremias 50:2; 51:44), era conhecido como Moloque. Foi por oferecer sacrifícios a Moloque que o Eterno condenou a Salomão tirando-lhe o reino de Israel ao seu filho (I Reis 11:1-11, note-se especialmente o versículo 7, onde Moloque é chamado ídolo abominável).
Na página 104, Hislop menciona que o festival de Easter (Istar ou Astarté), era completamente celebrada de um modo diferente pelos primeiros cristãos professos que a chamavam “Pascha ou Páscoa”:
“este festival se celebrava exatamente na mesma data que a páscoa judaica, quando Cristo foi crucificado... Dito festival não era idolátrico e não era precedido pela Quaresma”.

A origem da Quaresma

Jesus nunca observou a Quaresma, nem tampouco foi observada pelos Apóstolos nem pelos discípulos nem pela antiga Igreja. Então como originou-se dito costume?
“A abstinência da Quaresma foi obtida diretamente dos adoradores da deusa babilônica. Uma Quaresma semelhante é ainda observada na primavera do ano pelos adoradores pagãos do diabo em Kurdistão, quem a herdaram dos seus mestres primitivos, os babilônicos. Tal Quaresma foi observada pelos pagãos do México... Tal quaresma foi observada no Egito...” (The Two Babylons, págs. 104-105).
De fato, esta Quaresma egípcia foi observada expressamente em honra de Osiris, também conhecido como Adonis em Síria e como Tamuz em Babilônia (Sabaean Researches, Investigações Sabeas, por John Landseer, páginas 111-112).
E por incrível que pareça, os mexicanos guardavam a Quaresma e a páscoa babilônica, desde muito antes da chegada dos espanhóis.
Sabia o leitor que o costume de colorir ovos figurava entre os ritos misteriosos da antiga Babilônia, tal como ainda se faz hoje? Sim. Também este costume é de origem pagão.
Os ovos eram sagrados em muitas civilizações antigas y formavam uma parte integral das cerimônias religiosas no Egito e noutras partes do Oriente.
“Os ovos eram colocados nos templos egípcios. Bunsem chama a atenção sobre o ovo como emblema da vida generativa que procede da boca do grande deus do Egito. O ovo místico de Babilônia, ao sair a deusa Venus-Istar da casca, caiu do céu no rio Eufrates. Os ovos coloridos eram oferendas sagradas de “Páscoa Florida” no Egito, tal qual hoje ainda o é na China e Europa. A “Páscoa Florida”, ou primavera, era a estação anual do nascimento, tanto terrestre como celestial” (Egyptian Belief and Modern Thought, Crenças egípcias e conceitos modernos, págs. 211-212).
O mais inconcebível é por quê as Igrejas evangélicas que são tão radicais quanto aos usos e costumes, até da Coca-Cola, se esmeram tanto em repetir e cultuar a Páscoa pagã na mesma data e com ovinhos? (Leia de novo Ezequiel 8:15-18). E por que adoram ao Sol?
Na Bíblia se nos ensina que aos olhos do Eterno Criador, este é o costume idolátrico mais abominável de todos!

Quando a Páscoa de Deus foi instaurada pela primeira vez?

E todos repetirão a coro que foi no capítulo 12 de Êxodo, quando Deus tirou ao seu povo do Egito, não é assim? Mas não! Foi no início da Bíblia!! No Paraíso!!!
Adão e Eva haviam pecado e a pena, pela transgressão do mandamento, era morte. E Deus é um Juiz Justo, portanto, tem que aplicar a Lei sem nada de contemplações:
“E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gên. 2:16).
“... porventura viverá ele? Não viverá! Todas estas abominações, ele as praticou; certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele” (Ez. 18:13).
“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele” (Ez. 18:20)
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 6:23).
Mas, como morrer e continuar vivendo para que eles possam gerar à humanidade? De fato é um grande problema para Deus, mas Ele já havia tomado as providências caso isso acontecesse.
No mesmo momento do pecado, entra em ação o Plano de Salvação da Raça Humana por meio do Nosso Senhor Jesus Cristo (Amém! Aleluia!!)
“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29).
“... e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus! “ (Jo. 1:36).
“... mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, ...” (I Pedro 1:19)·
“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc 5:6)
“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Apoc 5:8)·
“... que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor" (Apoc. 5:12)·
“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8)·
Claro está que o Cordeiro aqui mencionado é o Senhor Jesus Cristo, mas; como ele pode Ter sido “morto desde a fundação do mundo”?
Não vamos a inventar, mas é que tudo o que veio a existir como criação, tanto no nível espiritual (anjos), como no nível material (o universo, os seres vivos e o homem); foram cuidadosamente planejados nos mínimos detalhes pelos seres divinos (Pai e Filho).
A possibilidade dos anjos pecarem foi previsto por eles e depois que eles caíram, um segundo projeto entrou em execução: o homem, feito de carne .
Ora, se os anjos sendo espírito pecaram, não poderia acontecer também com o homem, feito de carne (material bem menos resistente)? A solução encontrada foi, que se isso chegasse a acontecer; um deles teria que descer à terra para efetuar o resgate. E Isaías nos mostra que o Senhor Jesus pediu para Ele descer:
“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:18).
Mas, como pode Jesus salvar ao casal pecador se Ele ainda não tinha nascido? Eles foram salvos pelo símbolo que o representou até antes do seu nascimento – UM CORDEIRO!
“E o Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu” (Gên. 3:21).
De onde tirou Deus as túnicas de pele para cobrir a nudez deles? DE UM CORDEIRO QUE FOI IMOLADO NO PARAÍSO! Um Cordeiro inocente (alheio totalmente ao problema humano), foi sacrificado, para que o seu sangue cobrisse seus pecados e com ele vestir a nudez provocada pelos mesmos. Por meio dele, Deus solucionou o problema.
A partir desse momento, não morreram instantaneamente, mas começaram o processo de envelhecimento que os levou à morte, porém, o sangue do Cordeiro (tipo de Cristo) lhes permitiu continuarem com vida a fim de que pudessem reproduzir-se e gerarem as linhas obedientes e desobedientes.
Este pequeno versículo nunca teve a importância que merece. Jamais teólogo algum se referiu a ele como sendo A PRIMEIRA PÁSCOA INSTITUIDA!
Para todos foi apenas uns taparrabos que Deus fez sem nenhuma ligação com Páscoa.
Assim como Israel foi salvo pelo sangue do Cordeiro Pascoal no Egito, a Humanidade foi salva pelo Cordeiro Pascoal da cruz, e por meio de um Cordeiro Pascoal, os pais da Humanidade, Adão e Eva.
O nome Adão significa HUMANIDADE e esse Cordeiro salvou à HUMANIDADE. Se Deus mandou guardar a data da Páscoa a Moisés, não teria feito o mesmo com Adão? Não teria Ele ordenado guardar anualmente essa data como eterna e perpétua lembrança, do dia em que um Cordeiro os livrou da morte?
Não deveriam eles, todos os anos, refletirem sobre o que fizeram e arrepender-se dos seus pecados, assim como posteriormente foi ordenado no Êxodo e em Coríntios 11:23?
Claro que sim! E como podemos saber disso? Pela mesma Bíblia!
“Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante” (Gên. 4:1-5).
Tampouco este fato é bem entendido. Parece que os rapazes não tinham nada que fazer e se propuseram fazer algo religioso. Provavelmente queriam falar com Deus, ter um contato com Ele. Lembre-se que por causa do pecado, os céus se fecharam, e Deus não falou mais pessoalmente com mais ninguém. Mas os filhos talvez, queriam concertar o erro paterno e intentariam todas as modalidades possíveis para renovar o contato.
É como alguém que apertando teclas aleatoriamente acaba descobrindo o segredo. Sem que ninguém lhes dizesse nada, decidiram levantar um altar e imolando nele um cordeiro. E acredite, Abel acertou na mosca!
Será que foi assim? Um invento que deu certo? Não, de jeito nenhum. Os inventores de religiões acreditam que tudo o que está antes do Sinai foram práticas humanas aprovadas por Deus e incorporadas por Ele posteriormente; porque não encontram nenhuma Escritura que confirme que tenham sido instauradas por Deus, e que nunca falou absolutamente nada, sobre como adorá-lo corretamente.
Caim e Abel não poderiam nem levantar um altar sequer, se não fosse de acordo às prévias instruções divinas de como ele deveria ser, do que deveria colocar-se encima dele e quando.
Observe o que diz ali: “Ao cabo de dias...” Que significa isto? Chegado o dia, cumprindo-se a data, estipulada por quem? Por Deus, por suposto!
Os dois irmãos construíram dois altares. Com ordem de quem? Do próprio Deus, que assim como ordenara a Moisés como devia ser o altar, também lhe fora ordenado a Adão e à sua descendência e que na data anual se celebrasse a morte do Cordeiro que os havia salvado da morte.
No exato momento em que o Cordeiro foi imolado, ficou instituída a PRIMEIRA PÁSCOA, e a partir desse momento deveria ser comemorada a ESTATUTO PERPÉTUO!
Então, dá para saber em que dia e mês pecaram Adão e Eva? Se Deus “é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Heb. 13:8), e se a Páscoa desde aquele momento foi decretada a ESTATUTO PERPÉTUO; então o dia que pecaram foi o 13 de abibe (primeiro mês).
“E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (Gên. 3:8).
A que hora vinha Deus a encontrar-se diariamente com o casal? A tardinha!
No fim do dia 13, antes de começar o dia 14 (porque para Deus o dia começa com a primeira estrela no firmamento), Deus fica sabendo do fato e providencia o cordeiro, e o imola. A que hora? NO ENTARDECER! No último momento, antes do anoitecer.
Vamos guardar estes detalhes para ver como se encaixam posteriormente.
Chegado o dia 13 do primeiro mês, À TARDINHA, Caim e Abel, já homens, celebram pessoalmente a Páscoa. Para isso constróem altares de acordo ao padrão divino, e Abel coloca e imola o que Deus havia ordenado – UM CORDEIRO SEM DEFEITO!
Mas, por quê Caim não fez isso? Porque ele não era criador de gado, era agricultor e provavelmente não havia criado um único cordeiro para essa data. Mas, como tinha um velho ciúme do seu irmão, não quis comprar dele um. Então fez ao seu modo – ofereceu produtos da terra, achando que a transgressão dos mandamentos são sem nenhuma conseqüência, e que ele conseguiria agradar a Deus, por meio da alta qualidade dos produtos. A isso se chama - inventar religião!

Noé e a Páscoa

Outro detalhe que passa desapercebido – Por quê Noé ofereceu um holocausto na saída da arca?
“No ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra. Então Noé tirou a cobertura da arca: e olhou, e eis que a face a terra estava enxuta. No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca. Então falou Deus a Noé, dizendo: Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos. Todos os animais que estão contigo, de toda a carne, tanto aves como gado e todo réptil que se arrasta sobre a terra, trazei-os para fora contigo; para que se reproduzam abundantemente na terra, frutifiquem e se multipliquem sobre a terra. Então saiu Noé, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos; todo animal, todo réptil e toda ave, tudo o que se move sobre a terra, segundo as suas famílias, saiu da arca. Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar” (Gên. 8:13-20).

E de acordo ao sistema babilônico de estudar a Bíblia, todos pensam que Noé tinha por costume fazer holocaustos a qualquer dia e hora e por qualquer motivo. E novamente estão errados.
Se a HUMANIDADE foi salva em Adão por meio da primeira Páscoa, a saída da arca foi também uma nova SALVAÇÃO DA RAÇA HUMANA!
Que dia a terra ficou seca? NO DIA PRIMEIRO DO MÊS PRIMEIRO!
Aos catorze dias era a Páscoa, mas Noé ainda estava dentro da arca e somente no dia 27 do segundo mês, eles saíram; e a primeira coisa que ele fez, foi celebrar a Páscoa no segundo mês, data permitida quando não pode ser realizada no primeiro mês. Por quê não a celebrou dentro da arca? Porque não tinha pedras para construir um altar. Diz a Palavra que Noé edificou um altar e sobre eles ofereceu holocaustos, de todo animal limpo e de toda ave limpa.
A Lei determina que se a Páscoa (por motivos especiais), não pode ser realizada nesse dia, deverá ser realizada aos catorze dias do mês segundo. Mesmo assim, não foi isto o que aconteceu, deve ter acontecido entre os dias vinte e oito ou vinte nove.
E por que Deus aceitou esta celebração fora de época? Porque ainda estava no tempo pascal!
A Páscoa não termina no dia vinte e um, senão que se estende até o qüinquagésimo dia, Dia do Pentecostes, que começa a ser contado a partir do Sábado semanal que fica no meio dos oito dias dos Pães Asmos. As três primeiras festas são denominadas também como Festas das Semanas.
O processo de santificação iniciado no dia da Páscoa deve continuar até o Pentecostes com o derramamento do Espírito Santo.

Abraão e a Páscoa

Celebrava Abraão a Páscoa? A maioria poderá dizer NÃO! E para isto alegam, que a Abraão somente lhe foi ordenado caminhar pela Terra Prometida, e nada mais.
Ficará surpreso se souber que a primeira pessoa a ser-lhe anunciado o evangelho foi a Abraão:
“Assim como Abraão creu a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão. Ora, a Escritura, prevendo que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou previamente o evangelho a Abraão, dizendo: Em ti serão abençoadas todas as nações. De modo que os que são da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gal. 3:6-9).
Abraão deu o dízimo mais de quatrocentos anos dele aparecer como instituído no Sinaí. Jacó também o dava. A quem o davam? E quem lhes tinha ensinado isso? Não pense que eles o inventaram; eles obedeciam a algo que havia sido instituído no Paraíso, e o dia que Adão não o deu – PERDEU O PARAÍSO! Comeu do alimento de Deus!
Se eles eram obedientes e guardavam a Lei, então guardavam a Páscoa. De todas as celebradas em vida dele houve uma muito particular, e ela ficou registrada pelo que ali aconteceu:
“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera. Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe. E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós. Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá. Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde o céu, e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz” (Gên. 22:1-18).
Isto não aconteceu a qualquer dia do ano, foi exatamente numa das celebrações da Páscoa.
A maioria dos especialistas acredita que Isaque não era um menino e sim já maior, provavelmente na mesma idade em que Jesus começou seu ministério – 30 anos.
Em vez de celebrá-lo no Sicomar de Manre, onde era seu acampamento, Deus lhe ordena ir até o monte Moriá, e para isso caminharam três dias, simbolizando os três dias em que o Cordeiro Pascoal ficava em observação mostrando sua total perfeição e os três anos do ministério do Nosso Senhor.
E assim como o Senhor Jesus foi sozinho à cruz, assim vão Pai e Filho ao lugar do holocausto, e os outros ficam de longe olhando, tal como ficaram os Apóstolos. Isaque carregou a lenha do holocausto, da mesma maneira como Jesus carregou a cruz.
O sacrifício devia realizar-se sobre uma pedra no monte Moriá, justo o lugar, onde anos mais tarde se levantaria o Templo, e a pedra ficaria no meio do Santíssimo. E está ali até o dia de hoje.
Isaque então pergunta: Cadê o Cordeiro (Pascoal)? E ele, sem saber, o estava representando, e assim, como o Pai Celestial teve que descarregar toda sua ira sobre seu Filho Unigênito, foi-lhe ordenado a Abraão sacrificar seu próprio filho. E quando levantou o cutelo para o sacrificar, sua mão foi detida pelo anjo e foi-lhe informado que aquilo que estava fazendo era uma representação do que aconteceria mais tarde na cruz.
E Deus providenciou o Cordeiro.
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